Governo tem de investir <br>nos transportes públicos

TRANSPORTES O Secretário-geral da CGTP-IN acusou anteontem, 28, o Governo de travar sistematicamente a contratação de pessoal e a aquisição de material para «pôr navios e comboios a circular».

O Governo tem de ir mais longe na resolução dos problemas

À saída de uma reunião com o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes (que tutela os transportes urbanos de Lisboa e Porto), Arménio Carlos responsabilizou o Ministério das Finanças pela recusa sistemática em resolver alguns dos problemas mais imediatos que estão colocados às empresas de transporte de passageiros, nomeadamente a carência de pessoal e as deficiências da manutenção. Se o anterior governo PSD/CDS degradou de forma significativa as empresas ao longo dos tempos, o actual executivo tem, para o dirigente da CGTP-IN, a responsabilidade de «ir mais longe» na resolução dos problemas dos trabalhadores, das empresas e das populações.

A gravidade da situação do transporte fluvial no Tejo, assegurado pela Transtejo e Soflusa, e do Metropolitano de Lisboa, suscitou a apresentação de propostas ao ministro por parte da CGTP-IN, para quem é urgente a melhoria dos serviços públicos de transporte. Como testemunhou Arménio Carlos, é fundamental assegurar o quanto antes a recuperação de «um número significativo de navios que neste momento estão imobilizados», bem como de material circulante do Metropolitano, para que estejam rapidamente disponíveis para responder às necessidades do serviço que as empresas devem prestar à população. Esta é também uma questão de «sensibilidade política e social», acrescentou, lembrando o ocorrido no Barreiro, com a indignação de muitos passageiros face à falta de transporte para Lisboa.

O dirigente sindical alertou ainda para a necessidade de contratar mais trabalhadores para a Transtejo, Soflusa e Metropolitano, matéria essencial para assegurar um serviço de melhor qualidade e uma manutenção mais eficiente. À delegação da CGTP-IN o ministro reconheceu a importância das matérias em debate e garantiu que o Governo estava a fazer um esforço para procurar corresponder às propostas apresentadas.

Na reunião, a CGTP-IN denunciou ainda as tentativas da administração da STCP de imposição de um instrumento de regulamentação colectiva de trabalho do sector privado a uma empresa pública que dispõe de um Acordo de Empresa.

 



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